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20 de novembro de 2008



Música de João Bosco em homenagem a João Cãndido.

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Classe Média
19 de novembro de 2008

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Foto do dia
19 de novembro de 2008
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Vereador Luiz Meleiro, pagé Yawá, Hugo Júnior - presidente da câmara de Tarauacá e dois curumins. Todos sob a lente de Odair Leal no festival Yawá no alto rio gregório.

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O que o mundo espera de Barack Obama
18 de novembro de 2008
boff.jpgLeonardo Boff

A vitória presidencial do afro-americano Barack Hussein Obama me lembra a frase que um dirigente comunitário de uma região pobre do Brasil disse ao presidente Lula durante sua campanha, que apoiava: "Nesta comunidade estamos fazendo todo o possível e um pouco do impossível".

É isso que ocorreu nos Estados Unidos: algo praticamente impossível irrompeu na história. Um cidadão negro, de família pobre, nascido no Havaí, à margem do sistema imperial e que viveu longo tempo fora dos EUA, conseguiu superar a barreira racial, chegar a ser candidato presidencial do país mais poderoso da Terra e ganhar por ampla maioria. Podemos tirar esta conclusão: recém agora, 145 anos depois, chega ao fim a Guerra Civil norte-americana. Não é que tenha terminado a discriminação social, mas terminou a discriminação em nível político.

Essa vitória eleitoral encerra muitos significados, mas, antes de tudo, expressa o fim da era dos fundamentalismos: o do mercado, iniciado por Margaret Thatcher e Ronald Reagan que é a causa da atual crise econômico-financeira, e o político-religioso que alimentou a concepção imperial e belicosa da política externa de Washington.

Reagan e Bush acreditavam na iminência do Armagedón (segundo a Bíblia, o combate final entre o bem e o mal, entre Deus e Satanás) e no destino revelado, ou seja, a missão conferida por Deus aos Estados Unidos de levar a todo o mundo os valores da sociedade norte-americana: liberdade, democracia e direitos, no marco de sua visão capitalista e individualista.

Esta idéia de missão explica uma arrogância bem expressa pelo candidato McCain: "Os Estados Unidos são o farol e o líder do mundo. Podemos agir segundo nosso parecer, já que somos o único poder da terra. Os inimigos de ontem e de hoje tem que temer nosso poder".

Em seu afã de combater o terrorismo muçulmano, Bush fomentou o terrorismo de Estado que se converteu no maior perigo para a humanidade. Não é estranho que tenha provocado uma difundida desmoralização no próprio país e um anti-americanismo generalizado no mundo.

Essa não parece ser a atitude de Obama, que à estratégia da guerra preventiva e do intervencionismo opõe um diálogo aberto a todos, incluindo os talibãs. Ele está convencido de que os Estados Unidos não merece ganhar a guerra contra o Iraque porque ela teve origem em uma mentira e, por isso, é injustificável.

Os latino-americanos esperam que cesse a vontade dos EUA de desestabilizar a Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua e Paraguai, países que estão buscando caminhos próprios de descolonização.

Obama soube captar algo que estava latente na sociedade e nos jovens em particular: a idéia de mudança. Com essa bandeira suscitou esperança e auto-estima e chamou a atenção para o futuro e para as novas oportunidades que surgirão. A mudança chegou aos Estados Unidos e poderá chegar também ao mundo.

Vivemos tempos dramáticos, enfrentando três crises: a ecológica, a climática e a econômica. A ecológica é conseqüência de que o consumo humano ultrapassou a capacidade de recuperação da Terra. Para saciar a demanda atual seria preciso um outro terço mais de planeta disponível. E se a humanidade crescesse a uma média de 3,5%/ano até 2050, o produto mundial que hoje é de mais de 50 trilhões de dólares chegaria a 60 trilhões de dólares, o que é impossível. Como, então, assegurar um desenvolvimento sustentável? Quanto à crise climática, François Houtart sustenta que se não substituirmos o atual modelo econômico em quinze anos desaparecerão de 20 a 30% das espécies que vivem hoje no planeta.

É responsabilidade de Obama, como presidente do maior contaminador mundial, contribuir para identificar alternativas em nível nacional e internacional para garantir a sustentabilidade do planeta e da humanidade.

A crise econômico-financeira é fruto do neoliberalismo, do livre-mercado e da especulação desenfreada. Bilhões de dólares já foram queimados, avança a recessão mundial e aumenta a desocupação. Existe a convicção de que não bastará impor regras e controles ao mercado, mas sim que será necessário introduzir alternativas urgentemente, já que a crise econômico-financeira está associada à ecológico-climática. Segundo o Greenpeace, o capital natural enfrenta perdas anuais de 2 a 4 trilhões de dólares provocadas pela degradação dos ecossistemas, o desmatamento, a desertificação e a escassez de água.

O arsenal conceitual e prático disponível não oferece condições para forjar uma saída libertadora. É preciso uma grande mudança - que é o que Obama proclama - um novo horizonte utópico e coragem para inventar novos caminhos. O pré-requisito é uma figura carismática que inspire confiança para encarar esses cataclismas e conceber uma arquitetura econômica e um tipo de globalização multipolar que respeite as diferenças e possa incluir a todos em um mesmo destino junto à nossa Casa Comum, a Terra.

Barack Obama tem as características dessa figura carismática. Se souber responder à profunda esperança que suscitou criará seu caminho entre as ruínas da velha ordem. Se for assim, poderemos sonhar com um mundo onde haja mais colaboração entre os povos e mais possibilidades de paz.

Artigo publicado originalmente em espanhol na IPS.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

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Fusão
17 de novembro de 2008
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A imprensa nacional já noticia a fusão do PPS com o PSDB, fruto dos primeiros movimentos tendo em conta a reforma política em pauta e a sucessão de 2010.

Nada mais natural. Não há entre eles nenhuma divergência do ponto de vista ideológico. Há muito os membros do PPS deixaram de embandeirar as causas do "socialismo".

Por aqui vamos ter desdobramentos. Márcio Bittar não precisa mais apressar-se em filiar ao PSDB, é só aguardar a fusão e todos serão do mesmo poleiro. Na Aleac a bancada tucana ganhará mais uma deputada, a Idalina Onofre - hoje no PPS.

Problema mesmo só na hora das disputas por reeleição na esfera estadual: quatro mandatos a procura de 3 vagas.

Mas como prevê a resolução do TSE sobre fidelidade partidária, em caso de fusão, os detentores de mandato poderão deixar a sigla sem correr riscos de perda. Aí poderão ocorrer desistências. Afinal de contas todos na Aleac aprenderam a fazer contas. Os que não aprenderam, viraram suplentes.

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Rostos Yawanawá
16 de novembro de 2008
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As fotos são do repórter fotográfico Odair Leal.


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Brincadeiras Yawanawá
15 de novembro de 2008
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Durante o Festival Yawa a aldeia vira uma só celebração. As brincadeiras envolvem a todos. Do Page aos meninos de colo. O povo é só alegria. Abaixo cenas clicadas pelo repórter fotográfico Odair Leal.
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Poema da Tarde
14 de novembro de 2008
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Auto-retrato

Provinciano que nunca soube
Escolher bem uma gravata;
Pernambucano a quem repugna
A faca do pernambucano;
Poeta ruim que na arte da prosa
Envelheceu na infância da arte,
E até mesmo escrevendo crônicas
Ficou cronista de província;
Arquiteto falhado, músico
Falhado (engoliu um dia
Um piano, mas o teclado
Ficou de fora); sem família,
Religião ou filosofia;
Mal tendo a inquietação de espírito
Que vem do sobrenatural,
E em matéria de profissão
Um tísico profissional.

(Manuel Bandeira)


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Meninos da Aldeia
14 de novembro de 2008
Um mosaico de meninos e meninas Yawanawá sob a lente de Odair Leal, clicados durante o festival Yawa.

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Poema da Tarde
13 de novembro de 2008
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Nada aos tantos

ah que sou nada
aos tantos
(despedaços de quebrantos)
fracionada
vitrificanto

(Maria Maia)

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Quem não faz, leva!
13 de novembro de 2008
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Acaba de sair mais uma decisão do Supremo Tribunal acerca da polêmica resolução do Tribunal Superior Eleitoral que trata da fidelidade partidária. Mais uma vez a fidelidade foi reafirmada nos termos da resolução e colocado um guiso no pescoço do Congresso Nacional que vai deixando de cumprir seu papel legislador. De uma forma ou de outra o Supremo foi dizendo: enquanto o congresso nacional não decide a gente vai dizendo o que fazer.

A decisão terá novos desdobramentos tendo em conta que do voto publicado pelo TSE consta uma interpretação inovadora do que seria a manutenção da representação partidária. Entrou assim "meio de soslaio" uma afirmação de que a partir das vagas apuradas nas eleições os partidos adquirem o direito à sua irredutibilidade. Ou seja, se um partido A elegeu 03 deputados, não deve ter sua bancada reduzida durante o mandato e se, por algum motivo, um deles deixar de integrar a bancada, um suplente do partido ocupará o cargo.

Outras interpretações surgirão. Vamos entrar numa fase de disputas: todos, com algum interesse, buscarão seu suposto direito baseado numa interpretação radicalizada da fidelidade partidária decidida pelo supremo enquanto o congresso não vota uma reforma política ampla, democrática e clara, cujas regras sejam auto-explicativas.

Mais alguns dias e um pipocar de ações tomarão conta dos Tribunais. Tudo em função do vazio de legislação deixado pelo congresso nacional. Assim vamos todos diminuindo o tamanho da nossa vocação democrática. É como no futebol: quem não faz, leva.

Aguardemos, pois, os próximos capítulos.

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Foto do dia
13 de novembro de 2008
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Sob a lente de Odir Leal, meninas e meninos caminham para a escola. Buscam chegar à algum lugar pela BR 364.

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Poema da Tarde
12 de novembro de 2008
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Canto do povo de um lugar

Todo dia o sol levanta
E a gente canta 
Ao sol de todo dia
Fim da tarde a terra cora
E a gente chora
Porque finda a tarde
Quando a noite a lua mansa
E a gente dança
Venerando a noite

(Caetano Veloso)

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Foto do dia
12 de novembro de 2008
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O fotógrafo Sérgio Vale clicou o pavilhão acreano num belo dia de sol ali no calçadão da gameleira.

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Música do dia
12 de novembro de 2008
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Dia Frio
Álamo Kário

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Rio Branco (AC) , 21 de novembro de 2008
 
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